joaquim manuel's profileEspaço de joaquim manuelPhotosBlogListsMore Tools Help

Blog


    July 03

    Auditoria Operacional

    Auditoria Interna
    Manual Prático para Auditores Internos
    de Joaquim Leite Pinheiro

     

    Pode consultar em

    http://www.webboom.pt/ficha.asp?ID=171492

    http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?cPath=3_84&products_id=5676&osCsid=a77ce904d7e9

     

     

    O livro Auditoria Interna está orientado para ser um manual prático para os Auditores Internos que ingressam na profissão, reflecte, de certo modo, as experiências vividas na realização, envolvimento e supervisão de acções de auditoria, no mundo das telecomunicações, que, nos anos mais recentes, têm tido uma evolução vertiginosa, tanto ao nível das tecnologias como ao nível da gestão dos recursos, com impacto significativo na função auditoria interna.

    Algumas das acções foram realizadas em parceria com empresas de Auditoria Externa/ consultoria, o que motivou uma partilha de conhecimentos e de técnicas de abordagem bem como nas técnicas de apresentação dos resultados (recomendações/sugestões de melhoria) bem como a percepção das melhores práticas.

    O período em referência foi fértil (está a ser e, porventura, nunca deixará de o ser) em alterações profundas no campo das telecomunicações fixas, móveis e nas tecnologias associadas, e com impacto positivo no desempenho/realização das acções de auditoria interna e na percepção do papel a desempenhar pelos Auditores Internos.

    A necessidade e a percepção da importância da função Auditoria Interna no seio das empresas, obrigou à alteração do paradigma existente: a realização auditorias contabilísticas e financeiras deixou de ter a exclusividade e deu-se importância à realização de auditorias operacionais, auditorias informáticas e auditorias de sistemas de informação; passou-se da identificação de erros para a identificação de perdas de oportunidades e para a formulação de recomendações no sentido de ajudar a gestão a melhorar o seu desempenho, na lógica de fornecer valor à empresa.

    Actualmente, é dada ênfase à recomendação mais do que ao problema e os Auditores Internos entendem, mais facilmente, o ponto de vista dos gestores operacionais, numa óptica de aprendizagem dos ensinamentos das novas teorias sobre Auditoria Interna, veiculadas por alguns autores dos quais é referido Larry Sawyer, Olivier Lemant, defensores de auditorias proactivas e não conservadoras (entenda-se, numa lógica de identificar erros e não oportunidades; identificar o erro é só um terço do caminho andado; os outros dois terços correspondem à identificação da solução e à capacidade de convencer os gestores operacionais a participar na sua implementação).

    Neste contexto, a realização de Follow-up’s (acompanhamento das acções correctivas) é um aspecto essencial da auditoria interna – ser um parceiro proactivo na implementação das recomendações.

    Um problema em si não ajuda o gestor operacional. A proposta de recomendação partilhada pela gestão é mais importante para potenciar a melhoria da performance da empresa/organização. Este foi o grande paradigma mais recente da auditoria interna: ter a capacidade de apresentar soluções em partilha com os auditados.

    Por outro lado, a estratégia utilizada, reflecte o quotidiano da Auditoria Interna, as suas dificuldades metodológicas, os pequenos avanços na formulação das acções de auditoria, a evolução de conceitos sobre a forma de actuar num sector em monopólio, em mercado livre ou em recessão, a passagem para um mercado concorrencial dinâmico e que a auditoria deve ter a capacidade de perceber adequadamente e participar na criação de valor (cliente, empregado, fornecedor, accionista e ter em conta a responsabilidade social e a envolvente ambiental).

    A mudança da conjuntura obrigou a que a Auditoria Interna caminhasse, cada vez mais, para a realização de acções em actividades de maior risco, principalmente, actividades, processos e tarefas relacionadas com a criação de valor cliente.

    O planeamento das acções começou a ter em consideração os principais riscos negativos da empresa, tendo como principal ideia-chave convencer, os intervenientes dos processos de controlo, de que as recomendações propostas visam melhorar os procedimentos com impacto na satisfação do cliente (redução do risco de “Churn”) razão de ser da empresa.

    A responsabilidade da apreciação sobre as demonstrações financeiras, fica cada vez mais para os Auditores externos, Revisores Oficiais de Contas (ROC’s), não deixando, contudo, de se ponderar, os riscos nessa área, aquando da elaboração do plano de actividades, bem como o contributo da Auditoria Interna, visando garantir uma informação íntegra, oportuna, relevante, credível e fidedigna para divulgação ao mercado.

    A Auditoria Interna tem como característica fundamental, em contraponto com a auditoria externa, o seu enquadramento no seio da empresa e reportar organicamente ao Conselho de Administração, órgãos de gestão e, funcionalmente, ao Conselho de Auditoria (Audit Commitee).

    A adopção dos princípios de Corporate Governance (Bom Governo) nas empresas poderá conduzir a que a Auditoria Interna seja considerada uma função de Corporate e, deste modo, melhorar a sua independência e capacidade de actuação face aos operacionais. Em Portugal, já existem algumas empresas que implementaram os princípios de Corporate Governance e que já constituíram Conselhos de Auditoria.

    May 23

    Falar sobre Falar sobre Livro Auditoria Interna

     

    Citar

    Falar sobre Livro Auditoria Interna

     

    Citar

    Livro Auditoria Interna

    A obra presente é como o seu nome indica, um Manual Prático para a Auditoria Interna, com um atributo muito especial: o de estar orientado para a Auditoria Operacional com uma abordagem proactiva.

    Os tempos, como em tudo na vida, evoluem e com eles tem evoluído também a própria Auditoria Interna. Contudo, no que respeita à Auditoria Operacional, desde que com orientação à proactividade, as mudanças apenas têm servido para acentuar o seu cariz.
    Não devemos ignorar que a melhor auditoria para que de forma clara se possa aquilatar a eficiência e eficácia da gestão, enquanto contribui também para a prevenção de situações que configurem alguma fragilidade do controlo interno, é a operacional, pelas suas características muito peculiares.

    Estarei até tentado em dizer, que a Auditoria Operacional reveste-se de aspectos que permitem uma abrangência que outro tipo de auditoria não tem. Quando exercida com sabedoria e competência, actua transversalmente a toda a organização, sem descurar o necessário aprofundamento, bem como a densidade.
    Uma outra vantagem deste tipo de auditoria é a de permitir o seu exercício em parceria com acções de Auditoria Externa, potenciando, por essa via, a eficácia dos resultados apresentados por ambas e, consequentemente, trazendo benefícios acrescidos à organização.

    Por todas estas razões e muitas outras que haveria para dizer, recomendo este livro não só aos profissionais de auditoria, mas também a todos os que nos seus diferentes “métiers” têm algo a ver, directa ou indirectamente, com a avaliação do controlo interno nas organizações.
    Conheço o Autor do livro há já bastantes anos e durante mais de um decénio trabalhámos juntos.
    Também por isso, posso falar da natural aliança entre conhecimentos teóricos, sempre actualizados, e a “endurance” da sua prática quotidiana, com desafios profissionais sempre sérios e exigentes.
    Como se isso não fosse já suficiente, o Autor tem sido, desde a sua fundação, o editor da revista trimestral AUDITORIA INTERNA, órgão oficial do IPAI- Instituto Português de Auditoria Interna, desempenho que tem levado a cabo com muita competência e dedicação.
    Devo acrescentar que muito embora a maior parte da experiência do Autor tenha sido passada na área das telecomunicações, não é difícil extrapolar para quaisquer outros tipos de actividade, todo o acervo de experiência que entretanto foi colhendo.

    Por último, o meu desejo sincero, que este Manual Prático de Auditoria tenha a aceitação que merece e possa contribuir para o aperfeiçoamento dos Auditores Internos, dos Gestores, dos profissionais destas áreas em geral e, consequentemente, para a melhoria da Auditoria Interna do nosso País.
    Manuel Marques Barreiro

    Falar sobre Serigaita III

     

    Citar

    Serigaita III
    Serigaita está + animada....Há boas perspectivas da perspectiva que tinha de ter sucesso na politica..."Ele" já a sondou. Educadamente com uma sonda adequada ao momento. Serigaita rondou a sonda, circulou, insinuou, pestanejou e mostrou-se muito surpreendida...Até teve o ensejo de tentar recusar se não lhe desse jeito naquele momento. Mas "Ele" foi um antêntico Gentleman e manteve a proposta. Serigaita rejuvenesceu com um convite daqueles. Ela teve sempre as medidas certas e no sítio certo pelo que nunca esperava que  "Ele" demorasse tanto tempo a perceber as capacidades da serigaita. Serigaita acha que o cargo é mesmo bom. ão telefona ao serigaito não vá o diabo tecê-las...alguém tenha uma linha cruzada e vá parar ao jornaleco da terra.
    May 14

    Falar sobre Livro Auditoria Interna

     

    Citar

    Livro Auditoria Interna

    A obra presente é como o seu nome indica, um Manual Prático para a Auditoria Interna, com um atributo muito especial: o de estar orientado para a Auditoria Operacional com uma abordagem proactiva.

    Os tempos, como em tudo na vida, evoluem e com eles tem evoluído também a própria Auditoria Interna. Contudo, no que respeita à Auditoria Operacional, desde que com orientação à proactividade, as mudanças apenas têm servido para acentuar o seu cariz.
    Não devemos ignorar que a melhor auditoria para que de forma clara se possa aquilatar a eficiência e eficácia da gestão, enquanto contribui também para a prevenção de situações que configurem alguma fragilidade do controlo interno, é a operacional, pelas suas características muito peculiares.

    Estarei até tentado em dizer, que a Auditoria Operacional reveste-se de aspectos que permitem uma abrangência que outro tipo de auditoria não tem. Quando exercida com sabedoria e competência, actua transversalmente a toda a organização, sem descurar o necessário aprofundamento, bem como a densidade.
    Uma outra vantagem deste tipo de auditoria é a de permitir o seu exercício em parceria com acções de Auditoria Externa, potenciando, por essa via, a eficácia dos resultados apresentados por ambas e, consequentemente, trazendo benefícios acrescidos à organização.

    Por todas estas razões e muitas outras que haveria para dizer, recomendo este livro não só aos profissionais de auditoria, mas também a todos os que nos seus diferentes “métiers” têm algo a ver, directa ou indirectamente, com a avaliação do controlo interno nas organizações.
    Conheço o Autor do livro há já bastantes anos e durante mais de um decénio trabalhámos juntos.
    Também por isso, posso falar da natural aliança entre conhecimentos teóricos, sempre actualizados, e a “endurance” da sua prática quotidiana, com desafios profissionais sempre sérios e exigentes.
    Como se isso não fosse já suficiente, o Autor tem sido, desde a sua fundação, o editor da revista trimestral AUDITORIA INTERNA, órgão oficial do IPAI- Instituto Português de Auditoria Interna, desempenho que tem levado a cabo com muita competência e dedicação.
    Devo acrescentar que muito embora a maior parte da experiência do Autor tenha sido passada na área das telecomunicações, não é difícil extrapolar para quaisquer outros tipos de actividade, todo o acervo de experiência que entretanto foi colhendo.

    Por último, o meu desejo sincero, que este Manual Prático de Auditoria tenha a aceitação que merece e possa contribuir para o aperfeiçoamento dos Auditores Internos, dos Gestores, dos profissionais destas áreas em geral e, consequentemente, para a melhoria da Auditoria Interna do nosso País.
    Manuel Marques Barreiro

    May 08

    Livro Auditoria Interna

    A obra presente é como o seu nome indica, um Manual Prático para a Auditoria Interna, com um atributo muito especial: o de estar orientado para a Auditoria Operacional com uma abordagem proactiva.

    Os tempos, como em tudo na vida, evoluem e com eles tem evoluído também a própria Auditoria Interna. Contudo, no que respeita à Auditoria Operacional, desde que com orientação à proactividade, as mudanças apenas têm servido para acentuar o seu cariz.
    Não devemos ignorar que a melhor auditoria para que de forma clara se possa aquilatar a eficiência e eficácia da gestão, enquanto contribui também para a prevenção de situações que configurem alguma fragilidade do controlo interno, é a operacional, pelas suas características muito peculiares.

    Estarei até tentado em dizer, que a Auditoria Operacional reveste-se de aspectos que permitem uma abrangência que outro tipo de auditoria não tem. Quando exercida com sabedoria e competência, actua transversalmente a toda a organização, sem descurar o necessário aprofundamento, bem como a densidade.
    Uma outra vantagem deste tipo de auditoria é a de permitir o seu exercício em parceria com acções de Auditoria Externa, potenciando, por essa via, a eficácia dos resultados apresentados por ambas e, consequentemente, trazendo benefícios acrescidos à organização.

    Por todas estas razões e muitas outras que haveria para dizer, recomendo este livro não só aos profissionais de auditoria, mas também a todos os que nos seus diferentes “métiers” têm algo a ver, directa ou indirectamente, com a avaliação do controlo interno nas organizações.
    Conheço o Autor do livro há já bastantes anos e durante mais de um decénio trabalhámos juntos.
    Também por isso, posso falar da natural aliança entre conhecimentos teóricos, sempre actualizados, e a “endurance” da sua prática quotidiana, com desafios profissionais sempre sérios e exigentes.
    Como se isso não fosse já suficiente, o Autor tem sido, desde a sua fundação, o editor da revista trimestral AUDITORIA INTERNA, órgão oficial do IPAI- Instituto Português de Auditoria Interna, desempenho que tem levado a cabo com muita competência e dedicação.
    Devo acrescentar que muito embora a maior parte da experiência do Autor tenha sido passada na área das telecomunicações, não é difícil extrapolar para quaisquer outros tipos de actividade, todo o acervo de experiência que entretanto foi colhendo.

    Por último, o meu desejo sincero, que este Manual Prático de Auditoria tenha a aceitação que merece e possa contribuir para o aperfeiçoamento dos Auditores Internos, dos Gestores, dos profissionais destas áreas em geral e, consequentemente, para a melhoria da Auditoria Interna do nosso País.
    Manuel Marques Barreiro

    March 27

    Serigaita IV

    Serigaita está + feliz. Alcançou o objectivo e vai conseguir ser felizzzzz. Serigaito também está radiante; continua as suas análises objectivas, claras e fulminantes.
    February 28

    Serigaita III

    Serigaita está + animada....Há boas perspectivas da perspectiva que tinha de ter sucesso na politica..."Ele" já a sondou. Educadamente com uma sonda adequada ao momento. Serigaita rondou a sonda, circulou, insinuou, pestanejou e mostrou-se muito surpreendida...Até teve o ensejo de tentar recusar se não lhe desse jeito naquele momento. Mas "Ele" foi um antêntico Gentleman e manteve a proposta. Serigaita rejuvenesceu com um convite daqueles. Ela teve sempre as medidas certas e no sítio certo pelo que nunca esperava que  "Ele" demorasse tanto tempo a perceber as capacidades da serigaita. Serigaita acha que o cargo é mesmo bom. ão telefona ao serigaito não vá o diabo tecê-las...alguém tenha uma linha cruzada e vá parar ao jornaleco da terra.
    January 22

    Falar sobre Serigaita

     

    Citar

    Serigaita
    olá
    Serigaita melhorou um pouco: o humor, o amor, o silêncio, a verdade, a correspondência e a paciência. Vai partir para outra Via verde ou azul.
    January 20

    Serigaita

    olá
    Serigaita melhorou um pouco: o humor, o amor, o silêncio, a verdade, a correspondência e a paciência. Vai partir para outra Via verde ou azul.
    January 11

    Falar sobre Serigaita

     

    Citar

    Serigaita
    Serigaita está mesmo chateadaaaaa.
     
    Apesar de preencher todos os requisitos não foi convidada para os estudos de Alcuchete...Pertencia ao p, tinha as cotas em dia no clube, era assídua dos jantares protocolares, cumpria religiosamente os estatutos, casada, com filhos, não divorciada, não de qualquer coisa, tinha a altura prevista para comissária, tinha os olhos castanhos, cabelo a condizer, tinha tudo e nada.
     
    Esqueceram-se dela  no momento em que o país precisava dela, do seu Know How, do seu Hawai, do seu traço, da sua linha sinuosa, harmoniosa. O traçado da pista melhorava imenso com o contributo e o design de Serigaita.
     
    Só lhe resta uma solução: colocar todos os lugares à disposição - o lugar de segunda, o lugar de terça, o lugar de quarta, o lugar de quinta, o lugar de sexta, e lugar de sábado e o lugar de descanso.  Mas não desiste. Já colocou uma petição online no Estado de Iwoa, com sede em New Hampshireeee...Não se esqueçam e  sejam solidários.

    Serigaita

    Serigaita está mesmo chateadaaaaa.
    Apesar de preencher todos os requisitos não foi convidada para os estudos de Alcuchete...Pertencia ao p, tinha as cotas em dia no clube, era assídua dos jantares protocolares, cumpria religiosamente os estatutos, casada, com filhos, não divorciada, não de qualquer coisa, tinha a altura prevista para comissária, tinha os olhos castanhos, cabelo a condizer, tinha tudo e nada. Esqueceram-se dela  no momento em que o precisava dela, do seu Know How e do seu Hawai.
    Só lhe resta uma solução: colocar todos os lugares à disposição - o lugar de segunda, o lugar de terça, o lugar de quarta, o lugar de quinta, o lugar de sexta, e lugar de sábado e o lugar de descanso.  Mas não desiste. Já colocou uma petição online no Estado de Iwoa, com sede em New Hampshireeee...Não se esqueçam e  sejam solidários.
    December 21

    Pensamento III

    Justice and equity are therefore the same thing, and both are good, though equity is the better.

     

    Aristóteles

     

    December 20

    Falar sobre Riscos e crises -papel da auditoria interna

     

    Citar

    Riscos e crises -papel da auditoria interna

    A Auditoria interna está intimamente associada a controlo interno, a gestão dos riscos (essencialmente negativos), a processos, a actividades, complementada com a necessidade de fornecer valor.

    Actualmente, as empresas com as mudanças ocorridas têm de ter um novo posicionamento, sendo obrigada a ter uma capacidade de resposta perante a sociedade (stakeholders) em casos de crises e riscos subjacentes à sua actividade. A evolução da internet e a rapidez com que as situações/imagens são difundidas , com um impacto mediático, por vezes, assustador, obriga as empresas a responderem de forma imediata e eficaz a qualquer situação de crise.

    No livro “Crises: de ameaças a oportunidades” esta matéria é tratada com uma desenvoltura  invulgar, sendo traçada uma estratégia conducente a transformar uma “crise” numa “oportunidade” para a empresa, desde que a gestão se comprometa e saiba responder com eficácia às situações .

    A capacidade de conhecimento nos dias de hoje torna a sociedade mais exigente e reflexiva, obrigando as organizações/empresas a terem mais preocupações com o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social.

    A pressão que é exercida sobre as empresas obriga-as a ter uma consciência cívica e de responsabilidade muito superior ao que estavam habituadas e originou uma preocupação na gestão dos riscos (ambientais, financeiros, operacionais, etc.) bem como originou que tais preocupações fossem inseridas na informação disponibilizada ao mercado (muita das vezes por imposições regulatórias). Já não é suficiente apresentar uma relação de dados financeiros mas também informar sobre responsabilidade social e desenvolvimento sustentável, ou seja uma ética de valores com preocupação de execução quotidiana (na visão, na missão e nas actividades da empresa).

    Como é referido no livro tem emergido “uma nova dimensão dos riscos…”riscos da era digital”, com especial relevância na banca online.

    Neste contexto, a gestão dos riscos passou a fazer parte da gestão corrente das empresas, sendo nalguns casos enquadrada, parte da responsabilidade, na Auditoria Interna.

     

    Riscos                     Crise

     

     

    Potenciais ameaças        Geridas e lideradas

    Portanto, a crise é um fenómeno disruptivo que tem impacto na viabilidade das organizações, ou seja, algo que ameaça valores fundamentais da organização e permite apenas um período limitado para a tomada de decisões para solucioná-la.

    Por outro lado, a crise ameaça os valores fundamentais e tem origem no ambiente relevante da organização (Hermann (1963)):

    Crise

     

    Facto grave

    Fase complicada

    Fase difícil

    Tensão

    Impasse

    Segundo Muchielli (1993), citado no livro referido, a crise tem coincidências marcantes:

    1.     Ao nível psicológico (absentismo, agressividade, stress, angústia, comportamentos de acusação do exterior ou da hierarquia, desmoralização, desmotivação);

    2.     Factores externos que alteram o ambiente da organização;

    3.     Dificuldades acrescidas da gestão organizacional;

    4.     Desagregação da coerência entre os diferentes actores da organização (momento difícil e perdas dos seus pontos de referência).

    Para que haja sucesso na gestão das crises, o líder terá de possuir, segundo Mitroff (2005):

    1.     QI emocional elevado (resiliência),

    2.     QI criativo elevado (pensar fora dos esquemas tradicionais);

    3.     QI espiritual elevado (novos propósitos);

    4.     QI social e político elevado (relacionar-se com as pessoas)

    5.     QI técnico elevado (fazer coisas diferentes);

    6.     QI integrador elevado (agir de forma harmoniosa);

    7.     QI estético elevado (transferência para novos conhecimentos).

    Ainda, segundo Weiss (2001), o comportamento do líder para gerir a crise deverá ser de:

    1.     Absoluta integridade;

    2.     Domínio da actividade;

    3.     Declarar as expectativas;

    4.     Empenhamento invulgar;

    5.     Esperar sempre resultados positivos;

    6.     Proteger as pessoas;

    7.     Colocar os deveres e as obrigações antes de si próprio e dar o exemplo;

    1. Seguir em frente, ter empenhamento.

    Neste contexto, o papel da Auditoria Interna passa por perceber o rumo que a empresa está a seguir em termos de governação e a estratégia seguida face à crise que vive.

    Mesmo numa situação de normalidade a Auditoria Interna tem de estar “por dentro” do que se passa, senão corre o risco de não executar adequadamente a sua função – fornecer valor.

    Noutro sentido, a Auditoria Interna deve colaborar activamente na manutenção/criação do manual de crise e de gestão do risco, criando alertas para situações mais graves ou riscos negativos.

    Risco, crise e auditoria interna – um desafio ou uma preocupação?

     

    Principais passos de uma auditoria:

    1.     Compreender o funcionamento da empresa (a empresa visa gerar  lucros, criar riqueza para conseguir o bem estar das pessoas e os meios para satisfazerem as suas necessidades;  no entanto, Friedman (1963) acrescentou a necessidade de atingir tais objectivos com um comportamento ético). Assim, passamos de um modelo economicista  para um modelo mais humanista, com um peso mais activo dos trabalhadores e dos diversos públicos. Esta nova dinâmica, decorrente da evolução da sociedade, gera públicos internos mais exigentes e daí a necessidade da evolução da gestão das empresas para os temas de responsabilidade social, desenvolvimento sustentável e empresas familiarmente responsáveis. Ou seja a empresa tem de ter em consideração todos os interessados (stakeholders) e estar em equilíbrio com todos; neste sentido a auditoria interna tem de compreender esta nova dinâmica e interagir de modo adequado.

    1. Conhecer a estrutura organizativa e o modelo de governação.
    2. Conhecer o sistema de controlo: a auditoria interna deve conhecer os controlos existente para fazer face aos riscos e conhecer os principais passos relacionados com a Responsabilidade Social, designadamente a norma SA 8000. No plano interno, deve identificar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores. No plano externo, a influência no meio físico, no meio humano, no modo de vida local e nos grupos sociais.
    3. Conhecer os riscos e o respectivo modelo de gestão: a auditoria interna deve avaliar os riscos identificados( nos recursos materiais, no processo produtivo, em aspectos de segurança e impacto ambiental) e o respectivo grau de importância bem como as estratégias para os minimizar. Neste caso deverá dar atenção ao relacionamento com as diversas partes interessadas (stakeholders)  e verificar se estão identificados potenciais problemas. A empresa deverá possuir uma bateria de indicadores visando apurar o grau de satisfação dos satakeholders de acordo com os interesses de cada um:

    Accionistas: Lucro/Distribuição de dividendos/crescimento sustentável.

    Comunidade: Crescimento e Responsabilidade Social, em respeito pela ética empresarial;

    Trabalhadores: Satisfação e empenhamento;

    Clientes: Satisfação e reputação;

    Fornecedores: Satisfação e reputação.

    Todo este trabalho deve ser efectuado em colaboração com a Auditoria Externa, que deve concentrar-se:

    Identificar os riscos externos e Internos;

    Identificar fraquezas e fragilidades;

    Identificar políticas e controlos que visem suprir as fragilidades identificadas.

    Listar o que a empresa pode fazer para minimizar os riscos.

    Hierarquizar os riscos de forma a dar mais atenção aos mais gravosos para a actividade da empresa.

    Natal 2007

    Presente com laço
    2007 Natal excelente e um doismileoito com muitas ideias positivas.